A
greve da Polícia Civil já afeta a população em Fortaleza. Quem procura
as delegacias para registrar boletins de ocorrência (BOs) e solicitar
guias cadavéricas enfrenta dificuldades. “Desde cedo que a gente anda
de delegacia em delegacia para conseguir uma guia cadavérica para
liberar um corpo, já fomos em sete. O que fazer numa situação dessas?”,
questiona a comerciante Solange Alves.
Familiares de presos enfrentaram fila
esperavando autorização para entrar e entregar o café da manhã aos
detentos no 2º DP. Mas na unidade não havia ninguém além da delegada.
No 5º , 7º e 8º DPs, a segurança dos detentos era realizada pelo
Exército e os demais serviços não funcionavam.
Nesta
manhã, a comerciante Gláucia Oliveira esperava atendimento na Divisão
de Homicídios desde 2h desta quinta para tentar conseguir documentos.
“Tem que ter tranquilidade, se não tiver, ninguém consegue ficar aqui.
Se quiser resolver o problema a gente vai ter de esperar”, afirma a
comerciante, acrescentando que muita gente aguardava dentro do prédio
da divisão.
O mecânico Williame Correia trabalha em
uma empresa de transporte e todas as semanas precisa registrar BOs por
causa de peças quebradas em veículos. “Mas não tenho como registrar os
boletins, o motorista vai ter de arcar com as despesas e
responsabilidades”, disse. A cúpula da Polícia Civil discute
alternativas para que os serviços sejam prestados à população.
Polícia Civil
Na manhã desta quinta-feira (5), o G1 entrou em contato com 35 delegacias distritais de Fortaleza e apenas duas disseram estar funcionando normalmente. Policiais civis das unidades especializadas também aderiram à paralisação da categoria. As delegacias regionais e municipais funcionam parcialmente.
Na manhã desta quinta-feira (5), o G1 entrou em contato com 35 delegacias distritais de Fortaleza e apenas duas disseram estar funcionando normalmente. Policiais civis das unidades especializadas também aderiram à paralisação da categoria. As delegacias regionais e municipais funcionam parcialmente.
Os policias civis do Ceará decidiram
parar 100% dos serviços na última terça-feira (3). A categoria
reivindica a implantação de um plano de cargos e carreiras, além de
reajuste salarial. Os policiais civis querem que o salário deles seja o
equivalente a 60% do salário de um delegado, que atualmente é de R$
7.500. Atualmente, o salário representa 30% desse valor.
G1 CE
G1 CE



















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