sábado, 7 de janeiro de 2012

Cresce a adesão da greve da polícia civil no Ceará

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Entre as reivindicações, os policiais civis pedem reajuste salarial de 60% do subsídio do delegado
Foto: Sinpoci/Divulgação
Leonardo Heffer Do NE10/Ceará
Depois de 24 horas da greve da polícia civil ter começado no Ceará, o Sindicato dos policiais civis do estado informou que 34 das 50 delegacias em todo o estado já estão paradas. Sem escrivães e inspetores para fazr o atendimento á população.

A paralisação também afetou algumas delegacias especializadas como a Delegacia da Crianã e Adolescente, que está sendo guardada por soldados da Força Nacional.

Esse cenário se repete em algumas delegacias na cidade, segundo a 10ª Região Militar (RM). Na tarde desta quarta-feira (4), o tenente-coronel da 10ª RM, Charles Moura, informou que torpas foram mobilizadas para as delegacias e a superintêndencia da Polícia Civil. "Estamos fazendo  planejamento para viabilizar que a parte administrativa de uma prisão seja executada", afirmou Moura.

Segundo a presidente do Sinpoci, InÊs Romero as delgacias paradas são: 3ºDP, 7º DP, 8º DP, 11º DP, 12º DP, 15º DP, 21º DP, 25º DP, 27º DP, 33º DP, 34º DP,  35º DP, Delegacia de Defesa da Mulher, Delegacia da Criança e do Adolescente, Delegacia de Roubos e Furtos, Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Carga, Delegacia de Defraudações, Delegacia Antissequestro, Delegacia de Capturas, Delegacia de Homicídios. No interior as delegacias dos municípios de Beberibe, Tianguá, Acaraú, Pindoretama, Cumbuco, Maracanaú, Icaraí, Guaiuba, Icó, Sobral, Itapipoca, Beberibe, Cascavel e Jijoca também paralisarama tividades segundo o Sinpoci.

O NE10/Ceará ligou para algumas delegacias da cidade e constatou que até a manhã desta quinta-feira 13º e o 32º DP continuavam atendimento normal.

NEGOCIAÇÕES
- Uma rodada de negociações aconteceu no fim da tarde de ontem e depois de mais de 3 horas, a reunião temrinou, segundo a presidente do Sinponci, sem nenhum avanço para a categoria. Ela informou também que nesta quinta-feira (5) o governo deverá dar alguma posição sobre as reivindicações dos policiais civis.

REIVINDICAÇÕES - Entre as reivindicações, os policiais civis pedem reajuste salarial de 60% do subsídio do delegado (o que representa um aumento de R$ 2 mil para R$ 4 mil, em média, segundo o Sinpoci), aumento no número de efetivo (ainda segundo o sindicato, são 1.800 policiais civis para todo o Estado, e que as 760 vagas do concurso para inspetor de 1ª classe não seriam suficientes para suprir a demanda). Além disso, a categoria pede que o governo passe a dar promoções para policiais que não possuem ensino superior, já que o sinpoci diz que promoções para a categoria são concedidas apenas para policiais com nível superior completo.

HISTÓRICO
- A greve da Polícia Civil no Ceará começou na noite de terça-feira (3) durante as negociações da Polícia Militar, na época em greve, e o governo do estado. Os PMs retornaram ao trabalho após erem algumas reivindicações atendidas pelo governo, o que desagradou a polícia civil.

"Paramos por cinco meses seguidos e não conseguimos muitos avanços. A Polícia Militar parou por cinco dias e rapidamente estão tratando de atender as reivindicações. Por isso a categoria vai parar 100%", informou a assessoria do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpoci).

Esta é a terceira paralisação dos policiais civis no Ceará em menos de 1 ano. A primeira paralisação foi no dia 2 de julho de 2011. A greve foi decretada ilegal no dia 5 de julho. Mesmo assim a manifestação continuou até 3 de agosto, após o governo dizer que iria negociar caso a categoria votlasse ao trabalho.

Os policiais civis pararam uma segunda vez no dia 14 de outubro. A greve foi considerada mais uma vez ilegal e os policiais civis voltaram aos trabalhos no dia 14 de dezembro. Nas duas primeiras vezes que os policiais pararam, foi mantido o percentual de 30% do efetivo trabalhando.

UOL

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