Em
discurso na Feira Internacional das Tecnologias da Informação, Dilma
destacou, ao lado da chanceler alemã, ações do governo brasileiro em
prol da inclusão digital e anunciou para maio leilão de telefonia de
quarta geração
FOTO: REUTERS
Hannover.
Ao discursar após a presidente Dilma Rousseff na abertura da Feira
Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações, a Cebit,
em Hannover, na Alemanha, a chanceler Angela Merkel criticou "medidas
protecionistas unilaterais" como estratégia para sair da crise
financeira internacional.
"A presidente Dilma citou ´tsunami de liquidez", manifestou sua preocupação. Temos de olhar para medidas protecionistas unilaterais. Penso que a confiança é o caminho que devemos trilhar para sair da crise. Nós, europeus, ficamos conscientes do fato de que temos que olhar além das nossas fronteiras", declarou Merkel. Para ela, trata-se de uma "crise bem delicada".
A fala foi uma menção ao termo "tsunami monetário", usado por Dilma na quinta-feira (1º) para criticar a política cambial dos países desenvolvidos.
Para a chanceler, é preciso criar regras que resultem em uma "política orçamentária estável e sólida". "As consequências da crise internacional são consequências da crise do endividamento", acrescentou.
Na manhã de ontem, Dilma criticou a "política monetária expansionista" dos países desenvolvidos. Disse que a "massa monetária" produzida gera "bolha" e "especulação" e que o Brasil tomará "todas as medidas" para se proteger.
"Eu reconheço que (a política cambial) é um mecanismo de defesa, mas você ganha tempo só. O que o Brasil quer mostrar é que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado que é o câmbio, uma forma artificial de proteção do mercado. Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger", afirmou a presidente brasileira.
Exclusão digital
Em seu discurso na Cebit, em Hannover, Dilma disse que a exclusão digital amplia a desigualdade social. Segundo ela, as faixas necessárias para implantação dos telefones móveis de quarta geração (4G) serão licitadas em maio. "A exclusão digital das tecnologias da informação, acentua as desigualdades já existentes. O Brasil fez opção clara nos últimos anos por universalizar o acesso à tecnologia", afirmou a presidente do Brasil.
Para ela, os benefícios do desenvolvimento não podem ser privilégio de poucos. Durante a fala, a líder destacou a ascensão à classe média de camadas que viviam na pobreza. "Pela primeira vez, mais da metade dos 190 milhões de brasileiros pertencem à classe média. Essa grande mobilidade social tem impacto direto no uso das tecnologias".
ESTRATÉGIA
"Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger"
Dilma rousseff
Presidente da República
"A presidente Dilma citou ´tsunami de liquidez", manifestou sua preocupação. Temos de olhar para medidas protecionistas unilaterais. Penso que a confiança é o caminho que devemos trilhar para sair da crise. Nós, europeus, ficamos conscientes do fato de que temos que olhar além das nossas fronteiras", declarou Merkel. Para ela, trata-se de uma "crise bem delicada".
A fala foi uma menção ao termo "tsunami monetário", usado por Dilma na quinta-feira (1º) para criticar a política cambial dos países desenvolvidos.
Para a chanceler, é preciso criar regras que resultem em uma "política orçamentária estável e sólida". "As consequências da crise internacional são consequências da crise do endividamento", acrescentou.
Na manhã de ontem, Dilma criticou a "política monetária expansionista" dos países desenvolvidos. Disse que a "massa monetária" produzida gera "bolha" e "especulação" e que o Brasil tomará "todas as medidas" para se proteger.
"Eu reconheço que (a política cambial) é um mecanismo de defesa, mas você ganha tempo só. O que o Brasil quer mostrar é que está em andamento uma forma concorrencial de proteção de mercado que é o câmbio, uma forma artificial de proteção do mercado. Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger", afirmou a presidente brasileira.
Exclusão digital
Em seu discurso na Cebit, em Hannover, Dilma disse que a exclusão digital amplia a desigualdade social. Segundo ela, as faixas necessárias para implantação dos telefones móveis de quarta geração (4G) serão licitadas em maio. "A exclusão digital das tecnologias da informação, acentua as desigualdades já existentes. O Brasil fez opção clara nos últimos anos por universalizar o acesso à tecnologia", afirmou a presidente do Brasil.
Para ela, os benefícios do desenvolvimento não podem ser privilégio de poucos. Durante a fala, a líder destacou a ascensão à classe média de camadas que viviam na pobreza. "Pela primeira vez, mais da metade dos 190 milhões de brasileiros pertencem à classe média. Essa grande mobilidade social tem impacto direto no uso das tecnologias".
ESTRATÉGIA
"Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger"
Dilma rousseff
Presidente da República
Diário do Nordeste



















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